terça-feira, 15 de junho de 2010

QUALIDADE DA EDUCAÇÃO

Discutir “qualidade” implica saber que o referido termo tem uma dinâmica própria e ganha novas significações de acordo com os diferentes contextos sociais, políticos e pedagógicos. Nesse sentido a escolha dos indicadores de qualidade da educação assume um caráter flexível, a tal ponto de serem construídos com base no contexto em que a escola está inserida, ou seja, os indicadores de qualidade de uma escola do sul não serão os mesmos de uma escola do norte, nordeste etc. Vale ressaltar que é possível realizarmos as devidas adequações, tomando por base os documentos oficiais que nortearam a elaboração desses indicadores.
Ressaltamos que os indicadores podem ser usados de acordo com a
criatividade e a experiência de cada contexto educacional.
Conforme pesquisa realizada no portal.mec.gov.br o mesmo apresenta alguns indicadores de qualidade da educação que podem servir de base para realizarmos nossa avaliação escolar, resguardando as devidas adaptações. São eles os seguintes:
AMBIENTE EDUCATIVO (valores humanísticos: amizade, solidariedade, respeito, combate à indisciplina, disciplina, etc);
PRÁTICA PEDAGÓGICA (proposta pedagógica definida e conhecida por todos, planejamento, contextualização, variedade das estratégias e dos recursos, incentivo à autonomia e ao trabalho coletivo, prática pedagógica inclusiva);
AVALIAÇÃO (monitoramento da aprendizagem dos alunos, mecanismos de avaliação, participação dos alunos na avaliação de sua aprendizagem, avaliação dos profissionais da escola, acesso, compreensão e uso dos indicadores oficiais de avaliação da escola e das redes de ensino);
GESTÃO DEMOCRÁTICA (informação democratizada, conselhos escolares atuantes, participação efetiva de estudantes, pais, mães e comunidade em geral, parcerias locais e relacionamento da escola com os serviços públicos, tratamento aos conflitos que ocorrem no dia-a-dia da escola, participação da escola nos programas dinheiro direto na escola etc);
FORMAÇÃO E CONDIÇÕES DE TRABALHO DOS PROFISSIONAIS DA ESCOLA (habilitação, formação continuada, suficiência, assiduidade e estabilidade da equipe escolar);
AMBIENTE FÍSICO ESCOLAR (materiais, espaços adequados etc);
ACESSO, PERMANÊNCIA E SUCESSO NA ESCOLA (número total de falta dos alunos, abandono e evasão, atenção aos alunos com alguma defasagem aprendizagem, atenção as necessidades educativas da comunidade etc)
Tecendo demais considerações por uma busca de parâmetros para construir indicadores da educação que valorize principalmente o educando, podemos tomar por base as concepções de Paulo Freire sobre os saberes necessários à prática pedagógica em seu livro pedagogia da autonomia que explica suas razões para analisar a prática pedagógica do professor em relação à autonomia de ser e de saber do educando. Enfatiza a necessidade de respeito ao conhecimento que o aluno traz para a escola, visto ser ele um sujeito social e histórico, e da compreensão de que "formar é muito mais do que puramente treinar o educando no desempenho de destrezas" (p.. 15). Não podemos nos assumir como sujeitos da procura, da decisão, da ruptura, da opção, como sujeitos históricos, transformadores, a não ser assumindo-nos como sujeitos éticos (...) É por esta ética inseparável da prática educativa, não importa se trabalhamos com crianças, jovens ou com adultos, que devemos lutar (p. 17 e 19).
Acima de tudo, ensinar exige respeito à autonomia do ser do educando.

Para tanto, é preciso gostar do trabalho e do educando. Um gostar pelo ser humano em desenvolvimento que está ao seu lado, a ponto de dedicar-se, de doar-se e de trocar experiências, e um gostar de aprender e de incentivar a aprendizagem, um sentir prazer em ver o aluno descobrindo o conhecimento.

Nenhum comentário:

Postar um comentário